terça-feira, 5 de agosto de 2014

Banheiros pelo mundo

Comemorativo: jubileu da Rainha Elizabeth
Há anos venho pensando em escrever esta matéria. Acho que todo mundo que gosta de viajar deve ter pelo menos uma história de banheiro para contar. Pois, à medida que mudam as culturas, mudam os costumes, hábitos gastronômicos, arquiteturas enfim, o modus vivendi como um todo.

Hoje em dia já não me surpreendo tanto como no passado, quando as descargas automáticas com sensores ao levantar eram uma grande novidade por aqui. Depois fui descobrindo uma gama de surpresas relacionadas com os tantos banheiros visitados: descargas acionadas por pedais. Protetores para vaso em papel descartável. Protetores para vaso em plástico, que giram automaticamente sendo trocados a cada uso. Secadores de mão de toalhas de tecido
Em Paris: dica de Ines dela Fressange
enroladas em uma grande bobina. Papéis que saem automaticamente pelo sensor. Sabonetes e água idem. Secadores a vapor convencionais. Outros nem tão convencionais assim, exigem que você coloque a mão entre os sopradores. Banheiros e banheiros visitados, cada qual com uma surpresa, fui acostumando-me. Mas volta e meia deparamos com novas surpresas! 

Como na Argentina, banheiros sem vaso, apenas com buracos no chão para as necessidades. Ou em Amsterdam, no aeroporto da década de noventa, quando amarrado em cada vaso havia um vidrinho de desinfetante e toalhas de papel para a higienização do vaso. Ou os tantos "toaletes" de Paris, quase todos no subsolo, exigindo que você desça escadarias. E muitas vezes são semimistos: no lavabo fica também
Banheiro boutique: Champs Elysées
o mictório e uma porta trancada (muitas são abertas a poder de moedas) onde fica o vaso, permitindo uso feminino para xixi e o número dois para ambos os sexos. Por isso, pode acontecer de um homem estar usando o mictório e uma mulher passar para acessar a porta que leva ao vaso sanitário.

Outros banheiros são lindos. Como os banheiros do Palácio Quitandinha, que visitei há muitos anos, quando estava por Petrópolis, RJ. Fiquei tão maravilhada que tirei muitas fotos no interior dos mesmos. Ricos, em mármores caros e detalhes em dourado. Outro banheiro bonito fica em Embakment, bem perto do carrossel. É um banheiro boutique público, pago, que homenageia o jubileu da rainha Elizabeth. Todo decorado com fotos de membros da família real e detalhes com desenhos da bandeira da Inglaterra. Em Paris fui visitar um banheiro que foi dica do livro A Parisiense, de Ines de la Fressange. Este fica na entrada do Jardim de Tulleries. De costas para o Obelisco, logo a direita do portão de entrada, descendo umas escadas. É um banheiro público antiquíssimo e muito gracioso. O acesso é pago, para homens e mulheres. É tudo
Público: no píer de Brighton
limpo e bem decorado. Também em Paris, na Champs Elysées, tive que pagar por um banheiro boutique (isso virou moda na Europa). Muito bonitinho, mas caro! Três euros. Paris é uma lástima em termos de ofertas de banheiros públicos gratuitos. Por isso, prepare o bolso para fazer xixi. Outro que trago a foto para o blog é o banheiro feminino do píer de Brighton, na Inglaterra. Um primor: antiguinho e em estilo Vitoriano. E grátis! O melhor de tudo!

Se você tiver uma boa história de banheiro, compartilhe conosco no blog. Com certeza os leitores gostarão de conhecer a sua história!

7 comentários:

  1. Ah, isso me trouxe muitas lembranças! As fendas nas portas dos norte-americanos (pra que serve aquilo?), os banheiros enoooormes feito salas, com sofás, mega-espelhos e pranchas de cabelo, feito verdadeiros camarins nos pubs de Aberdeen e os mini-micro em trailers na Califórnia. Os famosos "buracos" são encontrados também na Tailândia e a massiva falta de boxes nos banheiros da Indonésia - ali, uma duchinha pendurada na parede à altura da cabeça é tudo que indica ser o local para banho.
    Em Bali, nas pousadas mais estilosas, é comum encontrar o banheiro do lado de fora dos quartos com o chuveiro e até mesmo o vaso ao ar livre. Inusitado mas muito, muito charmoso.
    Mas de todos o que mais me encanta é o de Santos Dumont em seu chalé em Petrópolis. O chuveiro uma engenhoca bolada na época, com um balde que era acionado por uma corrente e permitia regular a temperatura da água, o famoso banhozinho quente! Eita genialidade!

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    1. Viajei nos seus comentários! Este é um tema sem fim! Cada viagem sempre proporciona novas experiências nos banheiros!

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  2. Interessantíssimos os banheiros.
    Lembro-me que conheci o do buraco com lugar para os pés.
    Por incrível que pareça não achei tão ruim assim.
    Lógico, teria preferido os mais sofisticados.
    Um detalhe, era grátis.

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    1. Rsrsrsrs... Grátis são preciosos em Paris!

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  3. Eu tive as primeiras historia do banheiro na mia vida em Europa. Em Amsterdam, ainda os banheiros do Mc Donalds eram pagos! Mas o melhor banheiro achei em Marbella, a taça tinha uma caricatura muito bonitinha de uma vaca! adorei! eu vou te enviar minha pic para voce compartir! beijos!! saudades de voces!! Virginia.

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    1. Oi, Vicky! Obrigada por compartilhar sua experiência no blog! Quando puder mande a foto para a gente! Beijos e saudades!

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  4. Acrescento aqui um novo banheiro público conhecido: ao lado da Public Library de NYC, no Bryant Park. Se passar por ali, não deixe de visitar. Grátis, limpíssimo e um primor. Tem fila, por não ser muito grande. Pura cordialidade!!

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