domingo, 12 de fevereiro de 2017

Beira Mar – a melhor padaria de Niterói

Destaque Gastronômico no Viajando com Puny

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Aliás, uma das melhores padarias que conheço! Do mundo inteiro. É verdade! A Beira Mar é tão querida, que sempre que tenho chance estou por lá com família ou amigos. Seja para o café da manhã, almoço, lanche da tarde ou jantar, além das comprinhas que fazemos para levar para casa, os pãezinhos super especiais do tipo ciabatta, focaccia, a bisnaga francesa, o pão caco (português a base de batata doce), entre muitas guloseimas que encontramos ali.

Por isso e mais tudo que conto abaixo, a Beira Mar foi eleita como Destaque Gastronômico aqui no Viajando com Puny. 

No restaurante 


Nos fins de semana é servido um delicioso Buffet self service a quilo no café da manhã com pães, bolos, waffles, tortas, torradas Petrópolis, frutas, geleias, queijos, frios, entre muitas e muitas guloseimas. Até 2016 quem servia do Buffet tinha direito ao café, chá, leite, água e mate como cortesia. Mas este serviço acabou este ano. Uma pena!

Este Buffet é servido também pela parte da tarde. Maravilhoso para quem curte um lanchinho. 

Na hora do almoço o Buffet serve comida brasileira, massas, carnes, saladas, frutos do mar e outros. E à noite, além do jantar, há a opção das deliciosas sopas e cremes, acompanhadas de torradinhas.

Mas se você não quiser comer no Buffet, vale a pena dar uma pesquisada no cardápio deles. Ali você encontrará lanches como pães, croissants, bolos, sanduíches deliciosos, bebidas diversas e, com certeza, itens que agradarão a todos os paladares.

 Já experimentamos um bocado de guloseimas em todos os horários, já que frequentamos a Beira Mar há mais de trinta anos. Gosto de tudo que provo por lá. Além de que o ambiente é super agradável com o diferencial que fica por conta do atendimento do pessoal, que é muito gentil e amistoso.

Horários do Restaurante:


Café da Manhã – finais de semana e feriados, de 7h às 11h
Almoço – diariamente, de 11h às 16h
Chá da tarde – diariamente, de 16h às 20h
Sopas e Cremes – diariamente, de 18h às 22h30min
Jantar – diariamente, de 19h às 22h30min

Na padaria


Sou seduzida pela diversidade de pães doces e salgados, rosquinhas, bolos, biscoitos, entre muito que oferecem.

A parte da confeitaria é um deleite para os olhos e paladar. As vitrines ficam lindas com docinhos, tortas, macarrons, tartelets... Uau! Ainda há a lanchonete com salgados, salgadinhos para viagem, sorvete italiano, sanduíches, cafezinho... É muito extensa a lista de itens que servem por lá. Pense em algo gostoso que você deseja e provavelmente eles terão para oferecer. 

Mas não terminei. Há setores ainda com produtos alimentícios nacionais e importados que a gente sempre está precisando.  As geladeiras sempre têm novidades, como os pãezinhos de queijo recheados com catupiry. E nas épocas festivas a Beira Mar se enfeita de Papais Noéis, Coelhos de Páscoa, Fogueiras de São João, enfim, o que for o tema da data.
Temático de Carnaval


Beira Mar Home


Também adoro as novidades da Beira Mar Home, a lojinha charmosa que fica anexa a padaria. São louças delicadas, adega de vinhos, artigos de decoração, sabonetes importados, etc. Lá encontro utilidades entre diversos itens glamourosos – tudo lindo! Adoro!
Temático de Natal

Bistrô


Para quem quer fazer uma comemoração especial, vale conhecer o Bistrô, que é um espaço para até 50 pessoas, descolado e pronto para fazer uma bonita comemoração. Você pode escolher o pacote para a sua festa, que a Beira Mar prepara. Lá também acontecem cursos e oficinas de gastronomia e degustações de bebidas e alimentos acompanhadas por profissionais. 

Delivery


Não bastasse tudo isso, eles ainda entregam. Você escolhe o que quer, desde pães, docinhos, ou encomendas como sanduíches a metro, tábuas de frios, tortas, além de opções de cestas elaboradas ou chocolates, bons presentes para quem quer agradar.

 Beira Mar no cinema


A novidade é que a Beira Mar foi destaque em várias cenas do filme Minha Mãe é uma Peça 2. Adorei ver as cenas, constatando que a Beira Mar é linda mesmo como aparece na tela.  Se você tiver curiosidade em conhecer esta padaria, não deixe de assistir ao filme, que ainda é divertido e distrai. 

Endereço:
Rua Coronel Moreira César, 149 – Icaraí
Niterói, RJ – Tel. (21) 3602-1070 // 99634-1069

Horário de funcionamento:
Diariamente das 6h às 22h20min
Normalmente não abre nos dias do Natal e Ano Novo.

Para saber mais sobre a Beira Mar clique aqui e visite o site.

Leia mais sobre Niterói clicando aqui.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Outra vez em Saint Augustine, Florida


Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Na maioria das vezes que estivemos hospedados em Daytona Beach, devido a curta distância (aproximadamente 1 hora de viagem de carro), demos uma esticada até Saint Augustine. Nas visitas anteriores fizemos um bate e volta e desta vez não foi diferente. Chegamos pela manhã e saímos à tardinha. Tempo suficiente para almoçar, curtir os cafés, as lojinhas descoladas do centro histórico, o Castillo de San Marcos e o sabor gostoso de cidade de praia no verão. 
Em George Street

A visita aconteceu em agosto passado, fim de férias, quando ainda está bem quente e animado pela Flórida. Retornar a cidade é sempre uma alegria, pois o astral das ruazinhas do seu centro histórico é vibrante, o que deixa sempre vontade de voltar.

Chegamos em Saint Augustine pela hora do almoço para experimentar a comida do Falafel Queen , pequeno restaurante de comida original, nunca sei dizer se árabe ou libanesa. Mas tudo o que comemos lá, garanto, estava delicioso! Homus tahine, pão árabe, baba ganouche, sanduíche com falafel e outros. O restaurante não é charmoso e fica em um bairro um pouco afastado do centro histórico. Mas tinha lido boas recomendações no Trip Advisor e resolvemos checar. E a comida fez jus aos comentários!

 De lá seguimos de carro para o nosso destino. Após estacionar no entorno do centro histórico (vagas por ali são concorridas) fizemos uma caminhada até o Castillo de San Marcos (ingresso: 16 anos ou mais, 10 dólares. 15 anos ou menos, grátis se acompanhado de um adulto) que é um programa que oferece bonitas paisagens, além da história do forte.

Por fim, seguimos para a charmosa George Street, para matar as saudades do seu casario bonito, para  tomar uns cafés acompanhados de tortas e olhar as lojinhas. 

Comento em outra matéria deste blog um pouco da história de Saint Augustine e detalhes de lugares a visitar na cidade. Clique aqui se quiser saber mais.

A novidade desta vez foi encontrar a Oldest School House, a escola de madeira mais antiga dos Estados Unidos, datada de aproximadamente 1700, aberta. Virou um museu lindo com ricas representações em seu interior. Fica localizada no número 14 da George Street, perto do portão da cidade e a visita vale a pena. 

Suas paredes foram construídas em madeira de cipreste e cedro vermelho. O professor e sua família moravam no segundo andar da escola. A cozinha ficava localizada em um prédio separado da casa, para reduzir o calor e o risco de incêndio. As classes eram frequentadas por meninos e meninas. Os jardins do entorno da escola são bem cuidados e, com sorte, você encontrará esquilos por lá. O curioso é que a escola é envolvida por uma larga corrente, colocada lá em 1937, para ajudar a ancorá-la ao chão em caso de furacões. 

Mais informações sobre Saint Augustine você pode ler neste post aqui no blog. Na época não tinha boas fotos, pois antes de começar a escrever para o Viajando com Puny não imaginava que precisaria de imagens dos lugares visitados para compor matérias. Por isso, nesta visita, dediquei um novo olhar à cidade, para atualizar você com boas imagens.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Centro histórico de Santiago do Chile

Por: Adriana Aguiar Ribeiro


Quem visita o blog sabe que sou fã do Chile. Não sou turista de uma vez no país. Sempre que possível, que consigo passagens facilitadas, seja em promoções ou com milhas, damos uma escapada para Santiago e arredores. 

Hoje vou falar um pouco mais do centro de Santiago, que sempre encanta com seus prédios antigos. Já que não dá para conhecer tudo em uma única visita, a gente acaba voltando para poder conhecer o que não conseguiu ver. 

Com ajuda do Google Maps, coloquei o roteirinho das atrações abordadas neste post em um mapa. Assim você pode ter noção do quanto tudo é próximo, bastando uma pequena caminhada de distância para visitar todos os pontos. 


Palacio La Moneda


O Palacio La Moneda, além de ser palco da tradicional Troca da Guarda (Cambio de La guarda), que é linda e bem organizada (entre aqui para saber o horário), oferece um tour grátis, permitindo ao visitante conhecer o prédio por dentro.  Descobri isso fazendo novas pesquisas para escrever este post e já anotei a dica para uma próxima viagem.  
Montagem de fotos em papel de uma viagem feita em 1995
Um pouquinho da história do Palacio La Moneda: o nome se deve ao fato do local já ter sido utilizado para fabricação das moedas chilenas. Atualmente é a sede oficial da Presidência da República do Chile. O prédio branco, em estilo neoclássico com influência romana, foi construído entre 1784 e 1905. O arquiteto responsável, o italiano Joaquín Toesca, demandou materiais vindos de toda parte do Chile. As pareces do palácio foram construídas com pedras muito grandes, o que garantiu ser esta uma das poucas obras que resistiram aos frequentes abalos sísmicos que assolam Santiago.  

Em frente ao Palácio, na Plaza La Constitución, estão estátuas de todos presidentes do Chile, com destaque para a de Salvador Allende. Além do Palácio La Moneda, estão no entorno alguns órgãos governamentais e importantes jornais, como o Diário La Nación. 

Saindo daqui, recomendo seguir a pé até o Museu de Arte Precolombina.


Museu de Arte Precolombina

Fica a uma pequena caminhada do Palacio La Moneda, É uma visita que recomendo de modo enfático já que ficamos encantados com este museu. Para saber detalhes de nossa visita clique aqui para ler matéria completa no blog.  

Desde o Museu de Arte Precolombina dá para ir caminhando até a Plaza de Armas, onde fica o Museu Histórico Nacional do Chile. Estando por ali vale a pena visitar também a Catedral Metropolitana de Santiago. 

Museu Histórico Nacional do Chile


Instalado no Palacio de La Real Audiencia, datado do século XIX, no Museu Histórico Nacional você poderá ver exposições que retratam a história chilena, desde o período pré-colonial até a ditadura militar chilena (1973-1990). As exposições estão organizadas por salas e andares, com objetos diversos como livros, mobílias, artesanatos, ilustrações, pinturas, ferramentas, armas, entre outros. A introdução se inicia com a história de povos indígenas que habitaram o Chile, seguida pelas exposições relacionadas à chegada dos europeus à America do Sul. E finalmente, as mudanças ocorridas após a declaração da independência do controle espanhol, as consequências da Revolução Industrial no país, até as revoluções do século XX, com ênfase para o golpe militar de 1973, com o comando de Augusto Pinochet. 

Menciono em outra matéria aqui no blog meu interesse em ver um quadro específico (de Ines Suarez), exposto no Museu Histórico Nacional, fruto da leitura do livro da escritora chilena Isabel Allende, Ines da minha Alma. 


Catedral Metropolitana de Santiago

Em Plaza de Armas, ocupa o local reservado para a construção de um templo, por Pedro de Valdívia. A Catedral Metropolitana de Santiago é o quinto templo a ser construído no lugar. Os anteriores foram destruídos por guerras contra indígenas ou por terremotos, responsáveis por grande parte da destruição de prédios no Chile. Sua construção teve início em 1748. Atualmente é a sede da Arquidiocese de Santiago do Chile e é o principal templo católico do país. Fica ao lado do Palácio Arcebispal e o conjunto é considerado Monumento Nacional do Chile. 

A riqueza de detalhes da catedral deslumbra qualquer visitante. Há peças em ouro e prata, tudo isso na grandiosidade desta formosa igreja. 

Além dos mencionados nesta matéria, há muitas outras atrações pelo centro de Santiago. Se você tiver sugestões de outros pontos interessantes, compartilhe aqui com a gente!


domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Pier de Santa Mônica em 1990

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Gostar de escrever tem me proporcionado boas descobertas em meus guardados, o que tem permitido postar diários de viagens feitas no passado. Reproduções de alguns  manuscritos. Hoje encontrei datilografadas três páginas com histórias do Pier de Santa Mônica, na Califórnia. Morei por seis meses em Los Angeles e esta foi uma das experiências mais fantásticas em minha vida. Tinha na época 23 anos e ter vivido fora do meu país foi determinante para o meu crescimento e para me tornar a pessoa que sou hoje. 

Confira abaixo detalhes do Pier de Santa Mônica em 1990. Se você esteve lá recentemente, conte para a gente como está o Pier hoje e se sofreu muitas mudanças ao longo dos anos!

Setembro, 1990

"Já de volta ao Brasil, vou contar um pouco sobre um dos meus lugares preferidos na Califórnia: o Pier de Santa Mônica, onde costumávamos passear frequentemente nos dias de folga. 
Me encantava no Pier o ar tropical. Lembrava o Brasil. Além disso, era atraída pelas dezenas de lojinhas com miudezas para turista ver. O perigo maior eram os jogos de fliperama, onde mesmo perdendo meus últimos níqueis, alimentava a esperança de ganhar. Naqueles imensos galpões de jogos de brinquedos, a gente perde a noção do tempo e do dinheiro. E nunca saí de lá com um cãozinho de pelúcia sequer. 

O carrossel do pier é algo que encanta crianças de todas as idades. Um carrossel sobre o mar é algo mágico. Além disso seus tons dourados e outros brilhantes enfeitando as cores dançantes sob a doce melodia de uma espécie de caixa de música brilhante, faziam o carrossel bailar ao som que lembra um lápis batendo em copos de cristal. Cavalinhos puxam charretes e carruagens. Tudo isso ao preço de sete quarters (USD1.75).

Outra coisa que também atraía muito minha curiosidade era uma misteriosa máquina do tempo. - Coloque apenas cinquenta centavos e veja o grande terremoto que abalou San Francisco! - dizia o anúncio. O dinheiro andava sempre meio contado, porém a curiosidade pelas excentricidades daquela terra falavam sempre mais alto. Por isso despendemos duas moedinhas que representavam um sexto de hora de trabalho e... decepção: apenas trinta segundos de mostra de fotos sebosas e riscadas do que foi o terremoto de San Francisco no começo do século.

Conhecía cada centímetro de madeira que forrava o piso daquele Píer. Fotografava e filmava tudo que parecia interessante. Cada gaivota que plainava sobre nossas cabeça era uma novidade a mais. Indo até a beira do Pier gostava de apreciar o infinito, onde o mar se juntava com o céu. De lá, a densa camada de poluição que circulava toda Los Angeles parecia menor. 

Num plano inferior ao Pier, onde se chegava através de escadas de ferro, havia um deck de madeira, onde se reuniam pescadores com suas varas. A pesca não tem raça. Mexicanos, negros, índios e brancos  se reuniam ali, pacientes e esperançosos que beliscassem suas linhas estendidas. 

O Pier de Santa Mônica viveu seus momentos de glamour entre os anos de mil novecentos e quize a mil novecentos e trinta e cinco, quando aconteciam banhos à fantasia e desfiles de roupas de banho. Durante o verão um grande e bonito parque de diversões é instalado sobre o Pier de Santa Mônica. Histórias contam que o Pier foi palco de três grandes incêndios que destruíram quase completamente toda sua estrutura. Dizem as más línguas que as labaredas de fogo lambiam os carrinhos da montanha russa, de onde se ouviam gritos de pânico das pessoas.

Na entrada do Pier há um grande sapo de concreto, que pode ser controlado pelos visitantes, esguichando água pelos olhos. Custei a descobrir que o controle da água dos olhos do sapo era feita dos comandos de um pequeno barco de concreto. As escadarias que levam ao Pier tem corrimão em forma de dragão, também em concreto. Ao subir as escadas, depara-se com um pequeno coreto em madeira, pintado em tom azul céu, o que contrastava com o Pier marrom, quase flamingo, com janelas azul petróleo. O prédio do carrossel e das lojinhas e restaurantes lembram castelos medievais. 
Na extremidade direita do Pier, lunetas tomam algumas moedas dos turistas desavisados em troca de imagens turvas e capacidade de aproximação bem inferior a nossa câmera filmadora. 

Saindo do Pier basta atravessar a ponte alta e curva que leva diretamente a Santa Mônica. Dali se tem uma bela vista de Venice e Malibu. Mas isso já é outra história."

sábado, 21 de janeiro de 2017

Roma tem lugares incríveis!

Impressões de uma brasileira em diário de uma viagem que aconteceu em maio de 1995

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Roteiro: Amsterdam (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Zurique (Suíça), Innsbruck(Áustria), Veneza, Florença e Roma (Itália).


Minha única experiência de viagem em Roma aconteceu em 1995. Foi o último destino de trem, de uma grande viagem que teve início em Amsterdam. De lá para cá voltei a Itália algumas vezes, visitando outras cidades, mas só este ano programo rever Roma. Por isso, como forma de pontuar aquela primeira viagem,  transcrevo aqui o diário escrito na época. Para então, fazer um novo planejamento buscando enxergar a cidade e suas belezas com um olhar renovado.

“Roma... Tem lugares incríveis! Na chegada tivemos certa dificuldade para encontrar vaga em um hotel. Mas finalmente conseguimos um, por um bom preço e com banheiro no quarto. Sem café da manhã mas, em compensação, apenas um lance de escadas para subir. 

Saímos para passear pela cidade e fomos a uma Loja da Varig confirmar nosso voo para Lisboa. Fomos atendidos por um simpático senhor que tentou arranhar um português. 

As praças pela cidade estão cheias de gente passeando em grupos, com seus cachorros, ou estirada pelos gramados verde claro, que anunciam a próxima chegada da primavera. 

Aqui encontramos muitos negros somalianos, com suas faces redondas, bocas pequenas e dentes alvos e salientes, de sorriso fácil. Muito bem arrumados, buscando melhores condições de vida na Itália. 

No segundo dia já saímos do hotel cedo, com Roma a nossa espera, para ser descoberta em apenas um dia. Partimos para a Roma Antiga. 

Para minha surpresa fomos abordados por um homem que se passava por um turista francês. Dirigia uma Mercedez e aproximou-se com um mapa na mão alegando estar perdido. Queria chegar ao Coliseu. Informamos o caminho que  deveria ser tomado e ele, agradecido, puxou conversa perguntando de onde éramos.” – Do Brasil.” Ele feliz contou que já tinha visitado nosso país. Conversa vai, conversa vem e o homem manifestou o desejo de nos presentear com um item da Pierre Cardim, empresa que ele representava na Itália. Recusamos e ele insistiu muito. E logo comentou que estava sem dinheiro para o combustível... Na hora entendemos tratar-se de uma tentativa de golpe. Fomos embora para adiante encontrar um casal de turistas que caiu no mesmo conto aplicado por um sujeito do mesmo tipo, com a mesma abordagem. Tive pena. Mas isso é comum acontecer principalmente com turistas em algumas grandes capitais.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Florença é vida!


Impressões de uma brasileira em diário de uma viagem que aconteceu em maio de 1995

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Roteiro: Amsterdam (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Zurique (Suíça), Innsbruck(Áustria), VenezaFlorença e Roma (Itália).


"A Catedral Duomo, Ponte Vecchio, Museu Uffizi... E milhares de vespas que por pouco não atropelam os passantes! Chegamos a Florença e encontramos uma cidade lotada de jovens turistas, andando em bandos e tomando sol como lagartixas estiradas pelas ruas. 

A grandiosa Duomo - vista maravilhosa do primeiro hotel

Foi difícil encontrar hotel* e acabamos em um quarto bacana, com a vantagem de ser de frente para o Duomo e ter um bom banheiro. Mas custou um pouco caro. Por isso, no segundo dia mudamos para um hotel mais modesto, com quarto amplo e quatro lances de escadas para subir. 

Já no primeiro dia encontramos os amigos italianos Romina e Stefano Orbignizzi, que nos levaram para uma deliciosa pizza acompanhada de um vinho florentino. No segundo dia nos levaram em um ponto alto, um pouco afastado do centro histórico, de onde se tem uma bonita vista de toda a cidade. Chama-se Fiesole. Lá encontramos um teatro e anfiteatro romano e uma torre que data de antes do ano 1000 D.C.

Em seguida nos levaram em uma cantina muito aconchegante, onde o dono tocava violão e cantava músicas italianas. O lugar, deliciosamente decorado, é totalmente iluminado por velas. Em um dos ambientes, de frente para o pequeno palco, há cadeiras de cinema arrumadas com lugar para uma plateia de aproximadamente vinte pessoas. Há também uma escada que leva até uma antiga adega de pedra. Tudo isso bem no centro da cidade, bem pertinho da Duomo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Nápoles, Elena Ferrante e outras viagens...

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Todo mundo que lê o blog sabe que adoro viajar. E acho que tem noção também que adoro ler. Às vezes me empolgo de tal maneira com certos livros que acabo por querer conhecer lugares onde são relatadas as histórias. 

No caso de Molching, cidade alemã de “A Menina que Roubava Livros”, descobri que não dá para ir lá. Como conto aqui no blog, é uma cidade fictícia.




























Os livros da chilena Isabel Allende são grandes responsáveis pelas muitas idas ao Chile. Em nossa última viagem a Santiago do Chile, fomos ao Museu Histórico Nacional certos de que veríamos o quadro de Inés Suaréz, que retrata uma das poucas mulheres espanholas em batalhas pela conquista da América. Conheci esta pintura, pois ilustra a primeira página do livro "Inês da minha Alma", de Isabel Allende e desde então coloquei em minha agenda visitar a obra exposta no museu. Infelizmente, na semana em que fomos lá, a sala onde fica exposto o quadro estava fechada para reforma. Uma pena! Mas isso virou pretexto para uma próxima viagem à cidade. São de Isabel Allende também livros como "A filha da fortuna", bom para quem tem interesse na cultura do Chile e da Califórnia.  "A ilha sob o Mar", leitura perfeita para quem está indo para o Caribe, e outros como "A Casa dos Espíritos", "O caderno de Maya" e "Paula", são exemplos de livros da escritora que têm boas passagens em regiões diversas do país.
















Os escritores estão também representados em importantes museus como La Chascona, a casa de Pablo Neruda, também em Santiago do Chile. Ou a Casa do Rio Vermelho, do casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, que fica em Salvador. Ambos os museus são imperdíveis de se visitar. 


Nosso próximo foco de viagem é a Itália e, por conta da escritora Elena Ferrante, italiana que escreveu a novela napolitana com quatro livros (A Amiga Genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e A criança perdida), nos empolgamos em conhecer Nápoles. Os livros da escritora prendem, surpreendem e ensinam. Aprende-se muito acerca da sociedade, da política e geografia local de Nápoles e da Itália. E, resultado da leitura dos livros da Elena Ferrante, já anotei em minha cadernetinha de viagens que precisamos conhecer lugares cenários dos livros: Feltrineli (uma livraria tradicional napolitana), Piazza dei Martiri (praça principal da cidade), Via Caracciolo (avenida à beira mar), Vomero (elegante bairro de Nápoles), ViaTribunali (no centro histórico) e o vulcão Vesúvio... Bem, esses são lugares extraídos de passagens dos livros. Pois, pesquisando na internet, encontrei mais uma quantidade de dicas sobre o que fazer em Nápoles. Inclusive a visita a Pompeia, cidade  brutalmente destruída pela erupção do Vesúvio em 79, D.C.

E você? Já foi a Pompeia? Já leu algum livro que foi inspiração para uma viagem? Envie para a gente seus comentários e compartilhe sua experiência com os leitores do Viajando com Puny.




Clique aqui para ler mais sobre a Itália.
Clique aqui para ler mais sobre o Chile.

sábado, 12 de novembro de 2016

Costa Maya, México - Chegando de Navio


Costa Maya fica no estado Mexicano de Quintana Roo, que é banhado pelo mar do Caribe e está localizado na costa do México, um país da América Central. 

Como todas as cidades do Caribe tem como grande atrativo as praias. Chegar de navio à Costa Maya é um boa experiência, já que o porto fica em uma localização acessível às praias. Como tínhamos apenas um dia para gastar por lá, traçamos nosso roteiro escolhendo apenas uma praia para visitar. Mas existem diversas, uma ao lado da outra, com características bem semelhantes, de acordo com nossas pesquisas.
Piscina  no porto 

O porto de Costa Maya é bem infra-estruturado, com boa wi-fi gratuita, farmácia e lojinhas de souvenir com uma variedade de lojas de pratas e outras com artigos mexicanos que reportam a civilização Maia. Tem até uma grande piscina onde os turistas podem se refrescar na volta da praia. Os locais recebem os turistas de maneira festiva e andar pela cidade transmite segurança. 

Optamos por pegar um táxi para ir até Mahahual Beach, que fica a quatro quilômetros do porto, uns 10 minutos de carro. Andamos para fora do porto e buscamos um táxi, que cobrou oito dólares pela corrida. Os taxistas locais tem fama de ser honestos e isso foi confirmado em nossa experiência. Pesquisas indicavam que também poderíamos pegar um shuttle para nosso destino por três dólares por pessoa. 
Restaurantes a beira-mar
A escolha de Mahahual Beach foi feita baseada na sua proximidade com o porto. É uma praia popular, com bastante gente, mas o que mais nos atraiu foi o anúncio de ter a melhor barreira de corais para mergulhar (bucear, a palavra em espanhol). E realmente o lugar é deslumbrante.

Além disso, a praia é famosa por ser cheia de “mimimi”, com atenções desde camas na praia, redes no mar, massagens pagas, drinques levados na água, etc. Tem também wi-fi nos bares, mas isso é comum nas praias do Caribe. A praia é realmente fascinante, com uma cor de água maravilhosa.


É inegável que as praias são lindas
Mas o tudo feito para agradar ao turista não nos agradou muito. Pois em Costa Maya parece que ainda “exploram o turista e não o turismo”. Isto é gritante nos preços aplicados nos cardápios dos restaurantes. Exemplo: os peixes pescados em frente à praia têm preços exorbitantes. Água de coco colhido na abundância de coqueiros em frente ao mar, custava uns cinco dólares. Conclusão: restaurantes cheios de gringos, mesas com pouco consumo. Principalmente porque eram em sua maioria provenientes do navio, onde sabiam ter boa comida grátis garantida. Ouvimos o taxista falar que quando o navio ia embora os produtos todos baixavam de preço. Uma pena! Estávamos preparados para comer lagosta, mas o preço praticado no local era algo irreal. Deixamos para comer lagosta nos Estados Unidos por um valor aproximado de um terço do cobrado em Costa Maya. E por muito menos, também comemos comida mexicana nos Estados Unidos. 
Peixes bonitos, preços salgados

Optamos por ficar no Restaurante Bar Big Mama, na beira-mar, recomendado no Trip Advisor como comida boa com preço acessível. Checamos que os preços não são acessíveis, mas dentro da média dos preços praticados em Mahahual.  Pedimos uns camarões e pratinhos típicos mexicanos com peixes. Nada que tenha valido muito.  Além disso, os restaurantes locais pecam no quesito higiene. Enfim, deu pena! Pois Mahahual tem um potencial turístico enorme. Poderiam investir melhor nisso.
Comidinhas mexicanas no Big Mama


Outras Informações:


  • A moeda mexicana é o peso, mas aceitam dólares. 
  • Outras praias pesquisadas, mas não visitadas: Maya Chan Beach (9,1 quilômetros do porto) Yaya Beach (3,9 quilômetros do porto) 
  • O que comer: comida mexicana (fajitas, guacamole, etc) e frutos do mar como lagostas e camarões.
  • O que comprar: pratas e souvenires locais, 
Rua de comércio e restaurantes, em frente a praia

  • Leia mais sobre o México AQUI;
  • Leia mais sobre o Caribe AQUI.




domingo, 6 de novembro de 2016

Rondo Frios em Resende, RJ

Destaque Gastronômico no Viajando com Puny




 Se você for a Resende, no sul do estado do Rio de Janeiro, o Viajando com Puny tem uma boa sugestão gastronômica para você levar guloseimas da região e outras seleções especiais do Brasil e do mundo para a sua casa: é o Rondo Frios Delicatessen! Uma mistura de armazém com bistrô que tem tudo que você precisa para incrementar a sua cozinha! Como eles mesmos dizem, são mais de 6000 itens variados, dentre cervejas, vinhos, bebidas finas, conservas, iguarias, embutidos, queijos, doces, etc.

Sendo ou não da região, vai se encantar e surpreender com a variedade de queijos, muitos deles uma seleção dos melhores mineiros e outros importados. As trutas também são um artigo típico regional. Além disso, há especiarias como biscoitos, doces e chocolates de dar muita água na boca.

Recentemente foi incorporado a casa um Café, onde os clientes podem degustar no local enquanto fazem compras. 

Além disso tudo, o ambiente é de extremo bom gosto, com um bonita adega rodeando o alto do estabelecimento. Um deleite para o paladar e para os olhos. 

Para saber maiores detalhes, visite a página do Rondo Frios clicando aqui.

Endereço: Rua João Ferreira Pinto, 141
Bairro Comercial, Resende, RJ
Tel. (24) 3360-0163

Lembramos que para tornar-se um Destaque Gastronômico no Viajando com Puny o estabelecimento deve fazer por onde merecer. Frisamos uma vez mais que o blog não recebe nenhum tipo de cortesia para este tipo de publicação. Para ser publicado aqui, precisamos realmente ser surpreendidos!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Hallandale / Hollywood Beach – na Flórida

Com hospedagem no Crowne Plaza Hollywood

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Ano passado fiz uma postagem aqui falando das vantagens de visitar Hollywood Beach na Flórida. Procurei abordar ao máximo as delícias locais. Hoje não tenho grandes novidades, mas venho aqui só para contar que este ano voltamos lá. Quando a gente gosta muito de um local,  sempre volta. 

Na verdade o nosso destino principal era a praia de Daytona Beach. Mas como optamos pelo aeroporto de Miami para desembarcar de um voo proveniente do Brasil, utilizamos Hollywood como parada para descansar antes de seguir para Daytona. 

Gostamos de ficar hospedados no mesmo hotel, que fica bem pertinho da praia de Hallandale. Não pergunte o porquê, mas este pedacinho de praia tem uma magia encantadora. Principalmente devido à fauna local – o mar parece uma rota de cardumes que passam em quantidades volumosas e, consequentemente, a praia vive cheia de gaivotas, atobás e pelicanos, em busca de alimentos. Sempre tivemos sorte de pegar dias ensolarados e a praia com águas mornas e tranquilas.

Vou fazer propaganda aqui no blog, mas informo que não ganhamos nada para isso. O Viajando com Puny por enquanto não anuncia, nem tem fins lucrativos. Quando a gente indica um estabelecimento é porque há realmente alguma coisa que nos surpreendeu ali. Neste caso, o Crowne Plaza Hollywood Beach Resort é o nosso queridinho.

Por quê? A localização perto da praia de Hallandale. A piscina maravilhosa. O canal por onde passa o Water Taxi, que faz passeios, levando até Fort Lauderdale. Também pelas dependências bacanas do hotel, assim como seus quartos. O restaurante que serve drinques, refeições e sanduíches esplêndidos. Só não damos destaque para o café da manhã, pois pelo preço cobrado, não merece um Uau! Mas dentro do hotel tem uma lojinha Starbucks que substitui o café do hotel por um preço mais camarada. 

Além disso, no entorno deste hotel tem um Wal-mart e muito comércio prático, como restaurantes diversos e um Walgreens.