quarta-feira, 22 de março de 2017

Curiosidades que você talvez não saiba sobre Buenos Aires

Texto e Fotos: Vitória Paiva


Desde fevereiro de 2017 estou fazendo um intercâmbio social aqui em Buenos Aires, Argentina. Essa é minha primeira vivência fora de casa e, claro, do país. Em outro post vou contar tudo sobre como tomei esta decisão. Mas agora quero contar o que tenho visto por aqui que são costumes bem diferentes, comparados a minha experiência de vida e de onde moro no Brasil. Nada que seja bizarro de ruim e que, talvez, nem seja incomum para você que está lendo. Mas vou compartilhar aqui o que para mim é novidade:

  • Para começar... Por que Buenos Aires??  Descobri que o nome pode ser uma homenagem a Nossa Senhora dos Bons Ares, santa venerada pelos marinheiros e navegantes. Pois há uma bonita lenda que conta que em 1570 chegou à praia da cidade uma caixa com uma imagem da virgem Maria com o menino Jesus nos braços e no outro um círio (vela de parafina). Desde então batizaram a cidade com o nome da santa Bonaira, da região da Sardenha na Itália, pela semelhança da santa encontrada na caixa, com ela. Outros dizem, baseados em artigos científicos, que por estar localizada em uma grande planície aberta, os ventos frequentes limpam a atmosfera evitando contaminações, por isso o nome Buenos Aires.  
  • Quem nasce em Buenos Aires é chamado de portenho (ou porteño). Isso quase  todo mundo sabe, mas descobri  que no espanhol, portenhos são aqueles provenientes de uma cidade portuária. O que é o caso de Buenos Aires.
  • Baires/Bs As = Buenos Aires. É assim que eles falam!
  • No metrô da Linha A tem uma estação chamada Rio de Janeiro. Toda vez que passo por ela dá uma saudade doida do Brasil. Ah, e o metrô de Buenos Aires é o mais antigo da América Latina!
  • No ônibus você paga por distância percorrida e não um preço único. Se você anda menos, paga menos, se anda mais, paga mais. Acho justo. Então, quando você entrar em um ônibus aqui sempre diga perto de onde precisa descer. E os preços (cotação de março de 2015) são a partir de mais ou menos R$1,20. 
  • Falando em ônibus: sempre que for pegar algum não deixe de observar se há fila. Na minha cidade, por não ter muito movimento, não é costume ter fila indiana para pegar o transporte. Então não ouse abusar e tentar furar fila em Buenos Aires. 
  • Nos mercados de Buenos Aires, como em muitas cidades ou países pelo mundo, não fornecem a bolsa de plástico. Você tem que levar a sua. A ideia é mega sustentável. Bem que isso poderia virar hábito no mundo inteiro!
  • Os parques e praças são muito bem cuidados e te dão prazer em estar lá. 

  • Devido ao clima frio da Argentina, aliado a falta de praias, o lazer dos portenhos nas estações quentes é passar grande parte do final de semana reunidos em parques/praças da cidade. É comum também vermos pessoas de roupa de banho tomando sol sobre a canga estendida. Eu, por sinal, já estou adepta ao “domingo no parque” com piquenique.
Olha eu aí (centro) com colegas de intercâmbio em Belgrano!

  • Infelizmente aqui em Buenos Aires (não sei se é em toda a Argentina) eles têm o hábito de fumar dentro dos boliches (boates) e bares. Além disso, os portenhos fumam bastante, de um modo geral.  Para quem não fuma isso é bem desagradável!
  • Puerto Madero é, praticamente, um bairro em homenagem às mulheres. Todas as ruas têm nomes femininos. Lindo, né? Inclusive a ponte que é cartão-postal do bairro faz referência às curvas de um casal (no caso da mulher) dançando tango.

  • Existe feriado de Carnaval em Buenos Aires (comum nos países Católicos), mas não lembra nada o Carnaval do Brasil. Preste atenção que é apenas feriado e não comemoração. Diversas pessoas me perguntaram o que eu estava fazendo no carnaval aqui e eu dizia que não estava fazendo nada. É exatamente isso que tem aqui: nada durante os quatro dias de feriado (sábado, domingo, segunda e terça). Mas nada que uma turistada pelo centro e pontos turísticos da cidade não ajude a sair do tédio. Pra quem ama Carnaval do Brasil não aconselho vir para cá. Os brasileiros que vivem aqui até fazem uns bloquinhos, mas não se compara com nosso país. Se você busca sossego pode vir tranquilo passar esse feriado.
  • A gorjeta aqui é chamada de propina. Não tem um valor pré-estabelecido sobre o valor total da conta e nem é obrigatória, mas é de bom tom deixar uma gratificação para o garçom, se você foi bem atendido e ficou satisfeito. 
  • Os portenhos são muito patriotas e militantes. Falo isso porque desde que cheguei aqui tenho visto protesto todos os dias na rua. No Dia Internacional da Mulher, inclusive, um protesto GIGANTE parou a principal avenida da cidade. E foi lindo de se ver! É muito organizado (tem cordinha para separar os “grupos”, gente puxando na frente, controlando as laterais e atrás do grupo). 
Protesto pelo dia internacional da mulher
  • O obelisco marca o local onde foi levantada a primeira bandeira argentina da cidade. Antes de ser construído havia uma igreja chamada San Nicolás (nome do bairro), que foi derrubada para dar lugar ao Obelisco.
  • Estranhei um pouco a comida. O arroz daqui é bem diferente do Brasil. Meio papa, ao contrário do nosso arroz soltinho. Senti falta também do tempero brasileiro, para mim, sem igual. Mas gosto não se discute. Em compensação tem carnes muito gostosas como o chorizzo, as papas (batatas fritas) de acompanhamento, as empanadas, os sorvetes, as medialunas, os alfajores, as massas, ...
  • Os homens aqui se cumprimentam com beijo na bochecha. Ok, entre famílias no Brasil, pais, filhos, irmãos e avós, homens muitas vezes trocam beijos. Mas de um modo geral, entre amigos e conhecidos, o cumprimento é mais "frio", como o aperto de mão, tapinhas nas costas e no máximo um abraço.
  • As baladas aqui começam às 2h e acabam lá pelas 7h/8h. Haja disposição, hein?
  • Visitar o Cemitério da Recoleta, onde estão enterradas grandes personalidades argentinas, é programa comum para turistas. Os Argentinos endinheirados investem muito nos mausoléus e tem cada lápide de cair o queixo de tão bonita. Se você não se sente bem por conta de ser um cemitério talvez a visita não seja tão agradável, mas é tudo lindo. Acho que vale a pena visitar!Legenda: Cemitério da Recoleta é um charme em arquitetura
  • Você sabia que tem como fazer uma visita guiada na Casa Rosada? É fácil. Só entrar aqui no site para saber informações  e se inscrever. Acontece aos sábados, domingos e feriados. Tem visitas guiadas em espanhol e inglês.

  • Buenos Aires tem praia! Nas margens do Rio de La Plata tem uma “espécie” de praia com cadeiras, guarda-sol e tudo. Mas mar mesmo é só a vista. Para se refrescar tem uns brinquedos que saem água e duchas. Bom para crianças. Fica no Parque de Los Niños, um lugar enorme e que pede a visita.
  • Argentinos bebem muito mate, assim como o povo do sul do Brasil. E comem muita massa!
  • Como na maior parte das grandes capitais, com grande comunidade de orientais, Buenos Aires também tem um bairro chinês, repleto de lojinhas onde é fácil encontrar umas lembrancinhas baratas. 
  • A vida cultural em Buenos Aires é muito rica. Aqui existem muitos teatros e casas de shows/peças. Tem ruas só com isso.


Bom, por enquanto é isso. Se eu me lembrar de mais coisas faço outro post. Até eu voltar para o Brasil sei que verei muitas coisas diferentes aqui, afinal estou em outro país e isso é comum, né? Não dá para sair do Brasil e querer comer arroz e feijão temperadinhos (saudades!) todo dia, ter a mesma vida que tenho na minha cidade natal. E você? O que você achou dessas curiosidades? Já viu algo diferente que não está nest post? Compartilhe conosco!

Gracias y hasta lluego!

Para ler outras matérias da Vitória Paiva, entre aqui.
Leia aqui mais posts sobre a Argentina.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Brasileiros precisam de passaporte para viajar pelo Mercosul?


Este é um assunto bem polêmico que suscita dúvidas e não está muito bem esclarecido.  

Primeiro de tudo, vale lembrar quais são os países do Mercosul: 

Membros efetivos: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Membros associados do Mercosul: Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname.

De acordo com o Portal Brasil do Governo Federal, “desde junho de 2008, os turistas dos países que compõem o Mercado Comum do Sul, o Mercosul, podem apresentar apenas a cédula de identidade nas viagens realizadas nos locais que formam o bloco. Não é preciso levar passaporte nem visto de entrada.” Ainda: “Os documentos de identidade devem ter fotografia atual e, caso gerem dúvidas, pode ser solicitado outro tipo de identificação, também com foto.”
É um consenso entre todos os países, que integrantes do Mercosul podem fazer entrada no país membro portando um passaporte válido ou uma carteira de identidade nacional (RG). Em todas as experiências viajando para países do Mercosul  sempre utilizei passaporte, já que gosto de ter o carimbo no meu documento. Frescuras pessoais! Sobre a utilização do RG, aprendi que é necessário que o mesmo tenha pelo menos 10 anos de emissão. E não pode ser outro documento como carteira profissional, carteira de motorista, etc. 

Em sites como Voe Gol encontrei as seguintes exigências para brasileiros:  

Documentos para voos internacionais: para viajantes brasileiros com destino aos países membros do Mercosul, ou que possuem acordos de viagem com o Brasil, como Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Venezuela e Bolívia, é necessário apresentar algum dos documentos relacionados abaixo:

Carteira de Identidade (RG) original – o documento deve ter menos de 10 anos de emissão
Registro de Identidade Civil (RIC) original
Cédula de Identidade de Estrangeiro original expedida pela Polícia Federal (RNE)
Passaporte original e dentro da validade

E, por fim, consultando a ANAC, li o seguinte:

Se o passageiro for brasileiro:

Nos voos internacionais para brasileiros, é preciso passaporte brasileiro válido. No caso de viagens para Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela, também é aceita como documento de viagem a Carteira de Identidade Civil (RG), emitida pelas Secretarias de Segurança Pública dos Estados ou do Distrito Federal. Fique atento, pois as carteiras de motorista e carteiras profissionais ou funcionais não são aceitas.
Já para os voos nacionais, as exigências são bem mais brandas: Em voos domésticos o passageiro pode apresentar qualquer documento oficial com foto que permita a sua identificação. São aceitas cópias autenticadas dos documentos.

Agora vamos à prática: 

Há dois meses o marido viajou para realizar trabalho na fronteira da Argentina. Lá, apresentou primeiro uma antiga identidade (RG) com foto de quase quarenta anos atrás. Muito diferente na foto. Não aceitaram e ele imediatamente apresentou o passaporte válido, que foi aceito.

O genro de um colega de trabalho saiu pela fronteira terrestre atravessando a Ponte Internacional para a Argentina. Na saída, imigração Brasil, apresentou sua identidade de militar. No outro lado, fronteira Argentina, apresentou o mesmo documento, pois não tinha nenhum outro. Foi deportado imediatamente de volta para o Brasil. 

E finalmente o caso mais recente, que me estimulou a escrever esta matéria: a colega de trabalho descobriu ter perdido sua identidade atualizada um dia antes de embarcar para a Argentina onde ficaria por alguns dias, seguindo depois para o Uruguai. Depois do grande susto, resolveu ir para Guarulhos com a cara e a coragem. Primeiro parou em um posto Poupa Tempo de São Paulo na tentativa de atualizar a sua antiga identidade, datada de mil novecentos e bolinha. Saiu de lá apenas com um protocolo de identidade. No dia seguinte chegou bem cedo ao Aeroporto de Guarulhos (SP). Fez o check-in com a companhia Aerolíneas Argentinas, onde sua antiga identidade passou normalmente. Fez a imigração e embarcou no voo com destino a Buenos Aires. Chegando lá, aceitaram na imigração sua identidade antiga, que, segundo ela, foi apresentada misturada com os documentos da família. Dias depois pegou o Catamarã com destino a Colonia Del Sacramento, no Uruguai, onde a imigração também ocorreu sem dificuldade. Mas todo o tempo a colega passou momentos de muita tensão e expectativa para saber se tudo sairia bem, o que perturbou muito o início das suas férias. Como ela mesma diz, “uma experiência muito estressante”. Felizmente, no final deu tudo certo, e ela aproveitou bem as férias.

Conclusão: gosto do ditado “seguro morreu de velho” e, principalmente em viagens, prefiro não correr riscos. Por isso, se você vai viajar para países do Mercosul, se não tiver um passaporte válido ou carteira de identidade nova (menos de dez anos – pois assim não corre risco da foto estar muito diferente), procure tirar um destes documentos. Pois há casos de sorte, como o da minha colega. Mas não é garantido. E com uma viagem planejada, tudo comprado, não vale a pena arriscar de colocar tudo a perder ou passar sustos deste tipo. 


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

5 lugares legais para comer no centro de Búzios

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Tem lugar que encanta, seja pelo sabor da comida, pelo atendimento ou pelo ambiente. E a soma disso tudo faz a gente querer voltar sempre. Por isso, para quem é frequentador de Búzios, ou ainda não conheceu a praia, listo abaixo em ordem de preferência, cinco dos estabelecimentos gastronômicos que não deixamos de visitar quando estamos em Búzios. Não tenho boas fotos dos lugares, por isso posto aqui algumas fotos das maravilhosas vistas dos lugares.

1 – Restaurante O Barco: este é o nosso preferido da lista. Um pequeno restaurante, simples, que serve comida caseira acompanhada de peixes e frutos do mar frescos. Segundo os proprietários, pescados no dia. E acredito, pois o restaurante fica de frente para o porto de pesca. Sua varanda permite que os clientes façam as refeições de frente para uma das mais bonitas vistas de Búzios. Somos fãs dos pratos com camarão e os peixes assados. Além disso, há iscas de peixe, lula, moquecas de peixe ou camarão, caldeiradas de frutos do mar, entre outros. Os preços são razoáveis e honestos. 

Endereço: Av. José Bento Ribeiro Dantas, s/n - Orla Bardot
Funcionamento: de segunda a sábado, das 11h às 22h

2 – Empanaderia Real: por conta da invasão de Argentinos em Búzios, temos uma boa empanaderia que serve mais de 20 tipos de empanadas deliciosas. Os sabores variam desde a clássica de carne, até empanadas abrasileiradas de carne seca com catupiry, ou as de frango, de milho, palmito, as doces, como banana, entre muitas outras. Outro lugar que vale a pena principalmente para famílias, já que os preços aqui são bem acessíveis. Fica na Rua do Meio. 

Endereço: R. Manoel Turíbio de Farias, 100 

3 – Café Maré Mansa: na verdade o que me atrai aqui é a Cuca de Banana com Chocolate, que é uma delícia! Mas existem outros sabores de tortas bem atraentes também. É uma cafeteria bem localizada: fica em uma rua transversal entre a Rua das Pedras e a Rua do Meio. Bom sentar ali para um cafezinho, bate-papo e apreciar o vai e vem de gente bonita na rua. Da última vez que fomos tinham começado a servir lanches e pequenas refeições neste café. Não tivemos oportunidade de provar. 

Endereço: Travessa Oscar Campos Lopes, 4 Lj. 

Não está nesta lista de prediletas, mas vale mencionar para os amantes de café esta cafeteria  que também serve Cuca de Banana com Chocolate. É o Maria Maria Café. Se você der sorte de conseguir vaga na varanda, vai tomar seu café apreciando uma vista maravilhosa da praia. 

Endereço: Rua das Pedras, 151

4 – Chez Michou: o Chez Michou, casa especializada em crepes, conquista não só pelo sabor, como pelo seu ambiente descolado. Não é a toa que é Destaque Gastronômico do Viajando com Puny. Clique aqui e confira tudo sobre o lugar. 

5 – Buzzin: é um tradicional restaurante com buffet de comida a quilo, que serve pratos frios e quentes, além de ter um sushi bar. Há opção de massas preparadas na hora e churrasco saindo direto da churrasqueira. O restaurante tem fachada e interior elegantes e conta com adega climatizada. O preço do quilo é um pouco caro mas a comida é saborosa!  Fica na Rua do Meio, mesma rua da empanaderia. 

Endereço: Rua Manoel Turíbio de Farias, 273

Além dos restaurantes citados aqui, Búzios conta com um sem número de bons estabelecimentos tanto no centro, como em outros bairros. Se você tiver sugestões, conte aqui sua experiência para que outros leitores possam aproveitar.

Leia mais sobre gastronomia clicando aqui.

Entre aqui para mais dicas sobre Búzios.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Beira Mar – a melhor padaria de Niterói

Destaque Gastronômico no Viajando com Puny

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Aliás, uma das melhores padarias que conheço! Do mundo inteiro. É verdade! A Beira Mar é tão querida, que sempre que tenho chance estou por lá com família ou amigos. Seja para o café da manhã, almoço, lanche da tarde ou jantar, além das comprinhas que fazemos para levar para casa, os pãezinhos super especiais do tipo ciabatta, focaccia, a bisnaga francesa, o pão caco (português a base de batata doce), entre muitas guloseimas que encontramos ali.

Por isso e mais tudo que conto abaixo, a Beira Mar foi eleita como Destaque Gastronômico aqui no Viajando com Puny. 

No restaurante 


Nos fins de semana é servido um delicioso Buffet self service a quilo no café da manhã com pães, bolos, waffles, tortas, torradas Petrópolis, frutas, geleias, queijos, frios, entre muitas e muitas guloseimas. Até 2016 quem servia do Buffet tinha direito ao café, chá, leite, água e mate como cortesia. Mas este serviço acabou este ano. Uma pena!

Este Buffet é servido também pela parte da tarde. Maravilhoso para quem curte um lanchinho. 

Na hora do almoço o Buffet serve comida brasileira, massas, carnes, saladas, frutos do mar e outros. E à noite, além do jantar, há a opção das deliciosas sopas e cremes, acompanhadas de torradinhas.

Mas se você não quiser comer no Buffet, vale a pena dar uma pesquisada no cardápio deles. Ali você encontrará lanches como pães, croissants, bolos, sanduíches deliciosos, bebidas diversas e, com certeza, itens que agradarão a todos os paladares.

 Já experimentamos um bocado de guloseimas em todos os horários, já que frequentamos a Beira Mar há mais de trinta anos. Gosto de tudo que provo por lá. Além de que o ambiente é super agradável com o diferencial que fica por conta do atendimento do pessoal, que é muito gentil e amistoso.

Horários do Restaurante:


Café da Manhã – finais de semana e feriados, de 7h às 11h
Almoço – diariamente, de 11h às 16h
Chá da tarde – diariamente, de 16h às 20h
Sopas e Cremes – diariamente, de 18h às 22h30min
Jantar – diariamente, de 19h às 22h30min

Na padaria


Sou seduzida pela diversidade de pães doces e salgados, rosquinhas, bolos, biscoitos, entre muito que oferecem.

A parte da confeitaria é um deleite para os olhos e paladar. As vitrines ficam lindas com docinhos, tortas, macarrons, tartelets... Uau! Ainda há a lanchonete com salgados, salgadinhos para viagem, sorvete italiano, sanduíches, cafezinho... É muito extensa a lista de itens que servem por lá. Pense em algo gostoso que você deseja e provavelmente eles terão para oferecer. 

Mas não terminei. Há setores ainda com produtos alimentícios nacionais e importados que a gente sempre está precisando.  As geladeiras sempre têm novidades, como os pãezinhos de queijo recheados com catupiry. E nas épocas festivas a Beira Mar se enfeita de Papais Noéis, Coelhos de Páscoa, Fogueiras de São João, enfim, o que for o tema da data.
Temático de Carnaval


Beira Mar Home


Também adoro as novidades da Beira Mar Home, a lojinha charmosa que fica anexa a padaria. São louças delicadas, adega de vinhos, artigos de decoração, sabonetes importados, etc. Lá encontro utilidades entre diversos itens glamourosos – tudo lindo! Adoro!
Temático de Natal

Bistrô


Para quem quer fazer uma comemoração especial, vale conhecer o Bistrô, que é um espaço para até 50 pessoas, descolado e pronto para fazer uma bonita comemoração. Você pode escolher o pacote para a sua festa, que a Beira Mar prepara. Lá também acontecem cursos e oficinas de gastronomia e degustações de bebidas e alimentos acompanhadas por profissionais. 

Delivery


Não bastasse tudo isso, eles ainda entregam. Você escolhe o que quer, desde pães, docinhos, ou encomendas como sanduíches a metro, tábuas de frios, tortas, além de opções de cestas elaboradas ou chocolates, bons presentes para quem quer agradar.

 Beira Mar no cinema


A novidade é que a Beira Mar foi destaque em várias cenas do filme Minha Mãe é uma Peça 2. Adorei ver as cenas, constatando que a Beira Mar é linda mesmo como aparece na tela.  Se você tiver curiosidade em conhecer esta padaria, não deixe de assistir ao filme, que ainda é divertido e distrai. 

Endereço:
Rua Coronel Moreira César, 149 – Icaraí
Niterói, RJ – Tel. (21) 3602-1070 // 99634-1069

Horário de funcionamento:
Diariamente das 6h às 22h20min
Normalmente não abre nos dias do Natal e Ano Novo.

Para saber mais sobre a Beira Mar clique aqui e visite o site.

Leia mais sobre Niterói clicando aqui.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Outra vez em Saint Augustine, Florida


Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Na maioria das vezes que estivemos hospedados em Daytona Beach, devido a curta distância (aproximadamente 1 hora de viagem de carro), demos uma esticada até Saint Augustine. Nas visitas anteriores fizemos um bate e volta e desta vez não foi diferente. Chegamos pela manhã e saímos à tardinha. Tempo suficiente para almoçar, curtir os cafés, as lojinhas descoladas do centro histórico, o Castillo de San Marcos e o sabor gostoso de cidade de praia no verão. 
Em George Street

A visita aconteceu em agosto passado, fim de férias, quando ainda está bem quente e animado pela Flórida. Retornar a cidade é sempre uma alegria, pois o astral das ruazinhas do seu centro histórico é vibrante, o que deixa sempre vontade de voltar.

Chegamos em Saint Augustine pela hora do almoço para experimentar a comida do Falafel Queen , pequeno restaurante de comida original, nunca sei dizer se árabe ou libanesa. Mas tudo o que comemos lá, garanto, estava delicioso! Homus tahine, pão árabe, baba ganouche, sanduíche com falafel e outros. O restaurante não é charmoso e fica em um bairro um pouco afastado do centro histórico. Mas tinha lido boas recomendações no Trip Advisor e resolvemos checar. E a comida fez jus aos comentários!

 De lá seguimos de carro para o nosso destino. Após estacionar no entorno do centro histórico (vagas por ali são concorridas) fizemos uma caminhada até o Castillo de San Marcos (ingresso: 16 anos ou mais, 10 dólares. 15 anos ou menos, grátis se acompanhado de um adulto) que é um programa que oferece bonitas paisagens, além da história do forte.

Por fim, seguimos para a charmosa George Street, para matar as saudades do seu casario bonito, para  tomar uns cafés acompanhados de tortas e olhar as lojinhas. 

Comento em outra matéria deste blog um pouco da história de Saint Augustine e detalhes de lugares a visitar na cidade. Clique aqui se quiser saber mais.

A novidade desta vez foi encontrar a Oldest School House, a escola de madeira mais antiga dos Estados Unidos, datada de aproximadamente 1700, aberta. Virou um museu lindo com ricas representações em seu interior. Fica localizada no número 14 da George Street, perto do portão da cidade e a visita vale a pena. 

Suas paredes foram construídas em madeira de cipreste e cedro vermelho. O professor e sua família moravam no segundo andar da escola. A cozinha ficava localizada em um prédio separado da casa, para reduzir o calor e o risco de incêndio. As classes eram frequentadas por meninos e meninas. Os jardins do entorno da escola são bem cuidados e, com sorte, você encontrará esquilos por lá. O curioso é que a escola é envolvida por uma larga corrente, colocada lá em 1937, para ajudar a ancorá-la ao chão em caso de furacões. 

Mais informações sobre Saint Augustine você pode ler neste post aqui no blog. Na época não tinha boas fotos, pois antes de começar a escrever para o Viajando com Puny não imaginava que precisaria de imagens dos lugares visitados para compor matérias. Por isso, nesta visita, dediquei um novo olhar à cidade, para atualizar você com boas imagens.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Centro histórico de Santiago do Chile

Por: Adriana Aguiar Ribeiro


Quem visita o blog sabe que sou fã do Chile. Não sou turista de uma vez no país. Sempre que possível, que consigo passagens facilitadas, seja em promoções ou com milhas, damos uma escapada para Santiago e arredores. 

Hoje vou falar um pouco mais do centro de Santiago, que sempre encanta com seus prédios antigos. Já que não dá para conhecer tudo em uma única visita, a gente acaba voltando para poder conhecer o que não conseguiu ver. 

Com ajuda do Google Maps, coloquei o roteirinho das atrações abordadas neste post em um mapa. Assim você pode ter noção do quanto tudo é próximo, bastando uma pequena caminhada de distância para visitar todos os pontos. 


Palacio La Moneda


O Palacio La Moneda, além de ser palco da tradicional Troca da Guarda (Cambio de La guarda), que é linda e bem organizada (entre aqui para saber o horário), oferece um tour grátis, permitindo ao visitante conhecer o prédio por dentro.  Descobri isso fazendo novas pesquisas para escrever este post e já anotei a dica para uma próxima viagem.  
Montagem de fotos em papel de uma viagem feita em 1995
Um pouquinho da história do Palacio La Moneda: o nome se deve ao fato do local já ter sido utilizado para fabricação das moedas chilenas. Atualmente é a sede oficial da Presidência da República do Chile. O prédio branco, em estilo neoclássico com influência romana, foi construído entre 1784 e 1905. O arquiteto responsável, o italiano Joaquín Toesca, demandou materiais vindos de toda parte do Chile. As pareces do palácio foram construídas com pedras muito grandes, o que garantiu ser esta uma das poucas obras que resistiram aos frequentes abalos sísmicos que assolam Santiago.  

Em frente ao Palácio, na Plaza La Constitución, estão estátuas de todos presidentes do Chile, com destaque para a de Salvador Allende. Além do Palácio La Moneda, estão no entorno alguns órgãos governamentais e importantes jornais, como o Diário La Nación. 

Saindo daqui, recomendo seguir a pé até o Museu de Arte Precolombina.


Museu de Arte Precolombina

Fica a uma pequena caminhada do Palacio La Moneda, É uma visita que recomendo de modo enfático já que ficamos encantados com este museu. Para saber detalhes de nossa visita clique aqui para ler matéria completa no blog.  

Desde o Museu de Arte Precolombina dá para ir caminhando até a Plaza de Armas, onde fica o Museu Histórico Nacional do Chile. Estando por ali vale a pena visitar também a Catedral Metropolitana de Santiago. 

Museu Histórico Nacional do Chile


Instalado no Palacio de La Real Audiencia, datado do século XIX, no Museu Histórico Nacional você poderá ver exposições que retratam a história chilena, desde o período pré-colonial até a ditadura militar chilena (1973-1990). As exposições estão organizadas por salas e andares, com objetos diversos como livros, mobílias, artesanatos, ilustrações, pinturas, ferramentas, armas, entre outros. A introdução se inicia com a história de povos indígenas que habitaram o Chile, seguida pelas exposições relacionadas à chegada dos europeus à America do Sul. E finalmente, as mudanças ocorridas após a declaração da independência do controle espanhol, as consequências da Revolução Industrial no país, até as revoluções do século XX, com ênfase para o golpe militar de 1973, com o comando de Augusto Pinochet. 

Menciono em outra matéria aqui no blog meu interesse em ver um quadro específico (de Ines Suarez), exposto no Museu Histórico Nacional, fruto da leitura do livro da escritora chilena Isabel Allende, Ines da minha Alma. 


Catedral Metropolitana de Santiago

Em Plaza de Armas, ocupa o local reservado para a construção de um templo, por Pedro de Valdívia. A Catedral Metropolitana de Santiago é o quinto templo a ser construído no lugar. Os anteriores foram destruídos por guerras contra indígenas ou por terremotos, responsáveis por grande parte da destruição de prédios no Chile. Sua construção teve início em 1748. Atualmente é a sede da Arquidiocese de Santiago do Chile e é o principal templo católico do país. Fica ao lado do Palácio Arcebispal e o conjunto é considerado Monumento Nacional do Chile. 

A riqueza de detalhes da catedral deslumbra qualquer visitante. Há peças em ouro e prata, tudo isso na grandiosidade desta formosa igreja. 

Além dos mencionados nesta matéria, há muitas outras atrações pelo centro de Santiago. Se você tiver sugestões de outros pontos interessantes, compartilhe aqui com a gente!


domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Pier de Santa Mônica em 1990

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Gostar de escrever tem me proporcionado boas descobertas em meus guardados, o que tem permitido postar diários de viagens feitas no passado. Reproduções de alguns  manuscritos. Hoje encontrei datilografadas três páginas com histórias do Pier de Santa Mônica, na Califórnia. Morei por seis meses em Los Angeles e esta foi uma das experiências mais fantásticas em minha vida. Tinha na época 23 anos e ter vivido fora do meu país foi determinante para o meu crescimento e para me tornar a pessoa que sou hoje. 

Confira abaixo detalhes do Pier de Santa Mônica em 1990. Se você esteve lá recentemente, conte para a gente como está o Pier hoje e se sofreu muitas mudanças ao longo dos anos!

Setembro, 1990

"Já de volta ao Brasil, vou contar um pouco sobre um dos meus lugares preferidos na Califórnia: o Pier de Santa Mônica, onde costumávamos passear frequentemente nos dias de folga. 
Me encantava no Pier o ar tropical. Lembrava o Brasil. Além disso, era atraída pelas dezenas de lojinhas com miudezas para turista ver. O perigo maior eram os jogos de fliperama, onde mesmo perdendo meus últimos níqueis, alimentava a esperança de ganhar. Naqueles imensos galpões de jogos de brinquedos, a gente perde a noção do tempo e do dinheiro. E nunca saí de lá com um cãozinho de pelúcia sequer. 

O carrossel do pier é algo que encanta crianças de todas as idades. Um carrossel sobre o mar é algo mágico. Além disso seus tons dourados e outros brilhantes enfeitando as cores dançantes sob a doce melodia de uma espécie de caixa de música brilhante, faziam o carrossel bailar ao som que lembra um lápis batendo em copos de cristal. Cavalinhos puxam charretes e carruagens. Tudo isso ao preço de sete quarters (USD1.75).

Outra coisa que também atraía muito minha curiosidade era uma misteriosa máquina do tempo. - Coloque apenas cinquenta centavos e veja o grande terremoto que abalou San Francisco! - dizia o anúncio. O dinheiro andava sempre meio contado, porém a curiosidade pelas excentricidades daquela terra falavam sempre mais alto. Por isso despendemos duas moedinhas que representavam um sexto de hora de trabalho e... decepção: apenas trinta segundos de mostra de fotos sebosas e riscadas do que foi o terremoto de San Francisco no começo do século.

Conhecía cada centímetro de madeira que forrava o piso daquele Píer. Fotografava e filmava tudo que parecia interessante. Cada gaivota que plainava sobre nossas cabeça era uma novidade a mais. Indo até a beira do Pier gostava de apreciar o infinito, onde o mar se juntava com o céu. De lá, a densa camada de poluição que circulava toda Los Angeles parecia menor. 

Num plano inferior ao Pier, onde se chegava através de escadas de ferro, havia um deck de madeira, onde se reuniam pescadores com suas varas. A pesca não tem raça. Mexicanos, negros, índios e brancos  se reuniam ali, pacientes e esperançosos que beliscassem suas linhas estendidas. 

O Pier de Santa Mônica viveu seus momentos de glamour entre os anos de mil novecentos e quize a mil novecentos e trinta e cinco, quando aconteciam banhos à fantasia e desfiles de roupas de banho. Durante o verão um grande e bonito parque de diversões é instalado sobre o Pier de Santa Mônica. Histórias contam que o Pier foi palco de três grandes incêndios que destruíram quase completamente toda sua estrutura. Dizem as más línguas que as labaredas de fogo lambiam os carrinhos da montanha russa, de onde se ouviam gritos de pânico das pessoas.

Na entrada do Pier há um grande sapo de concreto, que pode ser controlado pelos visitantes, esguichando água pelos olhos. Custei a descobrir que o controle da água dos olhos do sapo era feita dos comandos de um pequeno barco de concreto. As escadarias que levam ao Pier tem corrimão em forma de dragão, também em concreto. Ao subir as escadas, depara-se com um pequeno coreto em madeira, pintado em tom azul céu, o que contrastava com o Pier marrom, quase flamingo, com janelas azul petróleo. O prédio do carrossel e das lojinhas e restaurantes lembram castelos medievais. 
Na extremidade direita do Pier, lunetas tomam algumas moedas dos turistas desavisados em troca de imagens turvas e capacidade de aproximação bem inferior a nossa câmera filmadora. 

Saindo do Pier basta atravessar a ponte alta e curva que leva diretamente a Santa Mônica. Dali se tem uma bela vista de Venice e Malibu. Mas isso já é outra história."

sábado, 21 de janeiro de 2017

Roma tem lugares incríveis!

Impressões de uma brasileira em diário de uma viagem que aconteceu em maio de 1995

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Roteiro: Amsterdam (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Zurique (Suíça), Innsbruck(Áustria), Veneza, Florença e Roma (Itália).


Minha única experiência de viagem em Roma aconteceu em 1995. Foi o último destino de trem, de uma grande viagem que teve início em Amsterdam. De lá para cá voltei a Itália algumas vezes, visitando outras cidades, mas só este ano programo rever Roma. Por isso, como forma de pontuar aquela primeira viagem,  transcrevo aqui o diário escrito na época. Para então, fazer um novo planejamento buscando enxergar a cidade e suas belezas com um olhar renovado.

“Roma... Tem lugares incríveis! Na chegada tivemos certa dificuldade para encontrar vaga em um hotel. Mas finalmente conseguimos um, por um bom preço e com banheiro no quarto. Sem café da manhã mas, em compensação, apenas um lance de escadas para subir. 

Saímos para passear pela cidade e fomos a uma Loja da Varig confirmar nosso voo para Lisboa. Fomos atendidos por um simpático senhor que tentou arranhar um português. 

As praças pela cidade estão cheias de gente passeando em grupos, com seus cachorros, ou estirada pelos gramados verdes claros, que anunciam a próxima chegada da primavera. 

Aqui encontramos muitos negros somalianos, com suas faces redondas, bocas pequenas e dentes alvos e salientes, de sorriso fácil. Muito bem arrumados, buscando melhores condições de vida na Itália. 

No segundo dia já saímos do hotel cedo, com Roma a nossa espera, para ser descoberta em apenas um dia. Partimos para a Roma Antiga. 

Para minha surpresa fomos abordados por um homem que se passava por um turista francês. Dirigia uma Mercedez e aproximou-se com um mapa na mão alegando estar perdido. Queria chegar ao Coliseu. Informamos o caminho que  deveria ser tomado e ele, agradecido, puxou conversa perguntando de onde éramos.” – Do Brasil.” Ele feliz contou que já tinha visitado nosso país. Conversa vai, conversa vem e o homem manifestou o desejo de nos presentear com um item da Pierre Cardim, empresa que ele representava na Itália. Recusamos e ele insistiu muito. E logo comentou que estava sem dinheiro para o combustível... Na hora entendemos tratar-se de uma tentativa de golpe. Fomos embora para adiante encontrar um casal de turistas que caiu no mesmo conto aplicado por um sujeito do mesmo tipo, com a mesma abordagem. Tive pena. Mas isso é comum acontecer principalmente com turistas em algumas grandes capitais.


Mais adiante me impressionei muito com o Coliseu. Não me canso de imaginar como em 72 depois de Cristo construíram uma obra daquela magnitude. O chão original já não existe e desvenda o subsolo, mostrando um labirinto de paredes. Ali eram mantidos prisioneiros e leões. De carona em algumas excursões guiadas, ouvimos as explicações dos guias. 

Batemos pernas pela Cidade Antiga, o Palatino, o Forum Romano... Tudo de mais antigo que se pode ver. Grupos e mais grupos de excursionistas enchiam praças e vias públicas. No camelô comprei “due malhi” de Roma. Cada uma custou 5.000 lire (3 dólares). O vendedor alertava que não podia abrir a embalagem. Quando abri descobri que uma das camisas tem três furinhos... Rsrsrs. Vamos ver o que acontecerá após a primeira lavada.

Andamos muito até chegar a Piazza Adriana, onde eu, naturalmente, fiz questão de posar para uma foto. Afinal, não é todo dia que visitamos uma praça que leva o nosso nome...

E dali, logo chegamos ao Vaticano. Uma visita realmente emocionante! Entrando pela Praça de São Pedro, chegamos a Basílica. Belíssima! Com sua pomposa Guarda Suíça Pontifícia. Fiz questão de me benzer com água benta e tocar o pé de São Pedro (já polido e reluzente, de tanto ser tocado) em agradecimento pela proteção nesta grande viagem.

Descemos as tumbas de São Pedro e dos Papas anteriores. Apreciamos as pinturas de Michelangelo no teto da Capela Sistina. Um deslumbre! A lojinha de souvenires do Vaticano também mereceu uma visita. Aproveitei para comprar selos do Vaticano e alguns postais. Sobre os postais, observo que comprei e fiquei aguardando o troco. E a freira, não sei se fazendo-se de rogada, foi para o outro lado atender novos clientes, guardando o troco. É, a madre me deu “uma volta” e, para isso, precisou de muito menos lábia que o suposto turista francês.

Fomos para o correio, que fica na Praça São Pedro. Dividi uma grande mesa com outros turistas que se espremiam para preencher seus postais. Entre nós, uma noviça, que a cada selo colado na correspondência dava uma pancada tão forte, que estremecia a mesa. Observei que ela tinha uns cinquenta selos a colar...

Apressamos-nos, pois a Fontana de Trevi nos esperava. O mapa cortesia do Mc Donald’s mostrava que até lá seria uma grande caminhada. E, atravessando uma ponte logo depois da Praça Adriana, duas jovens aproximaram-se de nós com um jornal estendido sobre a barriga e resmungando alguma coisa. Para este golpe já estávamos avisados pelos nossos amigos italianos. Por isso nos afastamos delas. O golpe do jornal: estendem o jornal e conversam, enquanto por baixo do jornal tentam roubar qualquer coisa. Não sei como isso funciona, nem quero saber. E logo adiante, houve nova tentativa de golpe mal sucedida. Uma senhora baixinha, tentando parecer bem vestida (tailleur vermelho, scarpin preto e bijoux douradas. Rsrsrs), passou em nossa frente. O suposto marido com a câmera na mão chamou nossa atenção para que saíssemos do caminho, ao que ela ia se aproximando de nós. Uma cena estranha que aconteceu enquanto um grupo de turistas aguardava o sinal abrir. Atravessando a rua, paramos para observar que eles repetiam a cena. Mudavam um pouco de lugar, mas seguiam no mesmo ritual. Umas tentativas de golpes amadores contra os pobres turistas.

Que cidade difícil de andar que é Roma com suas ruas estreitas e tortas.Demoramos a chegar em um aglomerado turístico, mas ainda não era a Fontana. Era a famosa Piazza de Espanha. Paramos para comer um sanduíche. Enjoamos de massas! 

Seguindo um pouco mais, chegamos a grande e bonita Fontanna de Trevi, espremida entre muitos prédios. Lotada de turistas jogando suas moedinhas. Claro que joguei a minha, para um dia voltar a Roma. Observei que a fonte é bem policiada e imagino que seja para evitar que alguém roube as moedinhas jogadas ali. 

Retornamos ao hotel já ao anoitecer. Que dia cansativo de tantas caminhadas. A noite foi de pizza. 
Hoje cedo viemos para o aeroporto de Fiumicino. Pegamos um trem até aqui. Voaremos para Lisboa. Liguei para mamãe que diz que está tudo bem no Brasil. Que bom! Vamos despachar a bagagem, pois já está aberto o balcão."

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domingo, 4 de dezembro de 2016

Florença é vida!


Impressões de uma brasileira em diário de uma viagem que aconteceu em maio de 1995

Por: Adriana Aguiar Ribeiro

Roteiro: Amsterdam (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Zurique (Suíça), Innsbruck(Áustria), VenezaFlorença e Roma (Itália).


"A Catedral Duomo, Ponte Vecchio, Museu Uffizi... E milhares de vespas que por pouco não atropelam os passantes! Chegamos a Florença e encontramos uma cidade lotada de jovens turistas, andando em bandos e tomando sol como lagartixas estiradas pelas ruas. 

A grandiosa Duomo - vista maravilhosa do primeiro hotel

Foi difícil encontrar hotel* e acabamos em um quarto bacana, com a vantagem de ser de frente para o Duomo e ter um bom banheiro. Mas custou um pouco caro. Por isso, no segundo dia mudamos para um hotel mais modesto, com quarto amplo e quatro lances de escadas para subir. 

Já no primeiro dia encontramos os amigos italianos Romina e Stefano Orbignizzi, que nos levaram para uma deliciosa pizza acompanhada de um vinho florentino. No segundo dia nos levaram em um ponto alto, um pouco afastado do centro histórico, de onde se tem uma bonita vista de toda a cidade. Chama-se Fiesole. Lá encontramos um teatro e anfiteatro romano e uma torre que data de antes do ano 1000 D.C.

Em seguida nos levaram em uma cantina muito aconchegante, onde o dono tocava violão e cantava músicas italianas. O lugar, deliciosamente decorado, é totalmente iluminado por velas. Em um dos ambientes, de frente para o pequeno palco, há cadeiras de cinema arrumadas com lugar para uma plateia de aproximadamente vinte pessoas. Há também uma escada que leva até uma antiga adega de pedra. Tudo isso bem no centro da cidade, bem pertinho da Duomo.

Stefano nos apresentou ao Mercado Del Porcelino, mais conhecido como o Mercado da Palha. É um simpático e tradicional mercado de souvenires e artigos locais. Nosso amigo domina toda a área e nos conta pequenos segredos locais. Lá encontramos muitas pequenas reproduções de monumentos italianos. E Stefano nos contou que, curiosamente, o que mais se vende por lá como “recuerdo” de Florença é a Torre de Pisa. Outra dica que ele nos deu: quando for comprar uma dessas torres, procure uma de boa qualidade. Pois algumas, chegam a ser completamente retas. Sem nenhuma inclinação. Adoro essas curiosidades! 


Além dos passeios padrão para turistas, do qual destaco a visita a Igreja de Santa Cruz, belíssima, e que abriga em seu interior túmulos de figuras ilustres como Michelangelo, Dante, Galileu e Machiavel, na última noite em que passamos em Florença, nossos amigos nos proporcionaram um verdadeiro almoço típico "fiorentino": fomos recebidos na casa dos pais de Stefano e sua mãe, uma italiana tão falante quanto boa cozinheira, preparou uma boníssima refeição. De entrada foram servidas "crostini", torradas diversas com pastas de cogumelo, atum e outros. O primeiro prato, ravioli ao sugo. O segundo prato, coelho, frango assado e batatas coradas. De sobremesa, uma deliciosa torta com rum e, finalmente, como disse a mãe de Stefano, para "limpar a boca", salada de morango e banana. Tudo delicioso e regado a um gostoso vinho tinto italiano. Por fim, água e café. Foi um jantar muito agradável e divertido. Tive a oportunidade de conhecer uma típica família italiana e sua casa, seus hábitos. Nos receberam com muito carinho. A casa, grande, tem uma horta e adega. Lá vivem três gatos. Não chegamos a conhecer o pai de Stefano, jardineiro, que estava trabalhando na praia. 

Por agora, estamos em um vagão de trem, segunda classe, com destino a Roma. Acabaram-se os flexipasses. Acabou-se a primeira classe!"

* Na época da viagem, 1995, não existia a facilidade das reservas via internet. E fazê-las por telefone nem sempre era fácil devido aos altos preços das ligações internacionais e a necessidade de falar o idiomas diversos. Para ser viajante, tinha que ser um pouco mais aventureiro que nos dias atuais. 

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